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Retratos de Carreira

Carolina Walesko

Gerente de Recursos Humanos

Mini currículo: Formação –  Serviço Social

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Sou a primogênita de seis irmãos e uma irmã. Meu pai, austero e de personalidade forte, escolheu o meu o nome e não gostaria que eu trabalhasse.  No entanto, aos 21 anos, iniciei minha carreira profissional como telefonista e sabia que tinha que estudar muito para prosperar nas organizações.  Iniciei na DIVESA – comércio do setor automotivo.

A busca pela faculdade de Serviço Social era a certeza da vontade de trabalhar e contribuir diretamente para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, desde o estágio na penitenciária feminina em Curitiba. Mais tarde, a pós-graduação em Recursos Humanos me fez aprofundar o conhecimento em práticas importantes para me manter em funções estratégicas. Tive a oportunidade de atuar durante 14 anos contínuos no primeiro emprego, o que me deu segurança suficiente para almejar novos desafios.

Atuar em Recursos Humanos, com foco em benefícios e com a essência do Serviço Social, me fez participar ativamente do início do movimento da qualidade de vida nas organizações, a partir de meados da década de 80.
Valorizar o Serviço Social na indústria é o meu legado por onde passo. A missão sempre é preparar o ambiente com as condições necessárias para um bom nível de produtividade, com qualidade de vida da força de trabalho e de suas famílias, sem deixar de garantir o retorno para os empregadores.   Direitos e deveres de ambas as partes sendo lembrados e cultivados.

Ainda durante a década de 80, atuando sempre como Assistente Social, administrei restaurantes, benefícios, grupos de artesanato e coral, eventos nas datas comemorativas, para as pessoas da organização e de seus familiares, além de compartilhar a gestão de pessoas com outros profissionais da área de Recursos Humanos.

A LORENZETTI – INEBRASA, fábrica de Itajaí, foi o meu desafio seguinte, já que o universo da força de trabalho na ocupação anterior era de, aproximadamente, 300 pessoas, tinha se tornado cinco vezes maior nesta organização. Viajava todo final de semana, sempre fazendo amigos e amigas no trajeto para Curitiba, pois aqui permaneciam meus familiares e o meu companheiro de vida durante 27 anos.  Após a enchente de 84, na região de Santa Catarina, pude participar ativamente na equipe de suporte às consequências da tragédia.

Dois eventos marcaram muito a minha trajetória. O primeiro foi contribuir com a candidatura do Operário Padrão em Santa Catarina neste período.  O segundo foi quando, após um acidente com um gerente da organização, fiquei responsável para dar suporte à família enlutada. E, tão grande foi esta interação, que inspirei a viúva a cursar Serviço Social, já que muito sensibilizada ficou com a maneira como foi acolhida durante uma fase crítica de sua vida. Hoje, é uma profissional bem sucedida em sua carreira. E, em várias oportunidades, me referencia.

E novos desafios surgiram. Sempre conquistando novas posições através de anúncios de jornal e processos de seleção acirrados, certa vez fui chamada para enviar um currículo com foto. Questionei, pois sempre lutei contra qualquer tipo de preconceito, de raça, gênero ou classe social. Defenderam que era apenas para me reconhecer durante as dinâmicas da seleção… mas não poderia perder a oportunidade de deixar o meu alerta.

Posteriormente fui para a KHOLBACH, motores e geradores, em Jaraguá do Sul. Lá, ampliei minha atuação me aprofundando com as rotinas do departamento de pessoal.
Desde 89, atuo na PASA Holding. Administrar pessoas em diversos segmentos como indústria, comércio e agronegócio é intermediar interesses das mais diversas demandas.  É fortalecer, a cada dia, a importância do profissional de Serviço Social na gestão organizacional.

Relações externas sempre foram cultivadas e valorizadas na minha rotina: desenvolvimento de fornecedores, parceria com o SESI, o lançamento da primeira Rainha do Comércio de Curitiba e a participação em festas externas vinculadas ao trabalho só estreitaram os meus relacionamentos profissionais e de amizade, facilitando a busca de soluções para as organizações onde atuei.

Como Gerente de Recursos Humanos da PLÁSTICOS PARANÁ intensifiquei minha aproximação com o Instituto Paranaense de Pessoas, atual ABRH – Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Paraná, sempre colaborando com as diversas gestões e frequentando assiduamente os congressos, eventos e comemorações da comunidade profissional no estado do Paraná. Lá, sempre busquei conhecimento e ganhei fortalecimento.

Relembrando minhas realizações sinto muito orgulho de tudo que fiz e, para completar, sou reconhecida por meus líderes e liderados, além de inspirar a ascensão de diversas mulheres a gerências da holding.

Atualmente, estou em fase de consolidação da carreira de Administradora Corporativa e planejando contribuir com a administração de negócios específicos. Para isto, foi e é fundamental participar de diversos grupos de networking de Assistentes Sociais, Recrutadores (as) e do MEX- Espaço Mulheres Executivas Brasil.

DICA DE VIDA – A busca pelo bem-estar das pessoas é sempre um desafio, nem sempre reconhecido, e deve ser a grande missão das organizações em geral. As constantes transformações da sociedade exige, cada vez mais, nosso aprimoramento. Considero extremamente importante reconhecermos nossas habilidades e fortalecê-las, para que se tornem um diferencial na conciliação de diversos interesses.  E, para aqueles e aquelas líderes que não são da área, vale a pena conhecer os princípios do Serviço Social, que inclui ética, direitos humanos, liberdade, equidade, entre outros e os pratique em sua gestão, pois sua contribuição é direta e sua repercussão abrange todas as relações de trabalho. Carolina Walesko

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