MEX recebe coach multicampeão e Olímpica

3 de abril, 2019 | Escrito por MEX

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O Encontro marcou as comemorações do Mês da Mulher

Por Gisah Moreira Akel – Sitz Marketing Sob Medida

A manhã da sexta-feira 15 de março teve edição especial do Encontro Mensal MEX Brasil – Espaço Mulheres Executivas com momentos de grandes emoções e mimos em celebração ao Dia Internacional da Mulher. As executivas foram recebidas pela anfitriã Mônica Arns, Gerente Geral do Radisson Hotel Curitiba que integra o grupo Atlantica Hotels.

Diante de uma mesa farta e repleta de opções as executivas puderam confraternizar e promover ações de networking integrando também suas respectivas convidadas. A palestra teve início pontual com a fala da anfitriã da casa, seguida por breve apresentação da Presidente do MEX Regina Arns, que lembrou os pilares do grupo, as próximas agendas com destaque para a The Hardest Run. Iniciativa que visa arrecadar R$ 1 milhão para a construção do primeiro hospital oncopediátrico do Sul do Brasil, o Erastinho, que tem realização da Lapidus e Diretivo RH e apoio do MEX Brasil. Durante sua fala, Regina também homenageou a executiva Carol Canestraro, da Metalus, que preparou chaveiros com a marca medalhista do MEX para presentear as mulheres que receberam o mimo com aplausos e muitos elogios.

Então era hora de dar início às palestras do dia. O coach, consultor de desempenho, palestrante e multipremiado Evandro Mota fez dobradinha com ninguém menos que a primeira mulher brasileira campeã Olímpica, Sandra Pires. Ele subiu ao palco para apresentar como: “Os Campeões Deixam Pistas”. Para contextualizar o seu trabalho Evandro compartilhou a sua trajetória e como duas palestras transformaram sua vida. Em uma primeira ocasião acabou assistindo por acaso uma palestra sobre qualidade total (TQC) e em seguida o tema de melhoria organizacional o fez refletir sobre a possbilidade de aplicação destes princípios em sua rotina e comportamento como atleta de futsal e bolsista na PUC-RJ. Foram estas duas palestras que o ajudaram a sair de uma bolsa de estudos de 20% para uma bolsa de estudos integral no curso de Engenharia. Um ano depois do resultado bem-sucedido começou a trabalhar com um triatleta e em seguida vieram equipes de vôlei feminino, basquete feminino até que os resultados e o boca a boca o levassem para outras áreas.

Foi através do trabalho de mobilização de grupos que pode conviver com atletas de 33 países e perceber que existem características destes perfis vencedores que independem de gênero, idade ou raça e constatei que os campeões deixam pistas.

A primeira vez que usou pistas para conduzir um trabalho de alto desempenho foi com a Seleção Brasileira de Futebol na conquista do Tetracampeonato Mundial em 1994. Nessa época o Senna era mais que um atleta de alto desempenho, ele era um herói nacional. Baseado em 3 alicerces do piloto, Evandro pensou em usá-lo como um exemplo inspirador para a equipe.

  • Pagar o preço: Senna aprendeu a correr na chuva quando pilotava kart e seguia sendo derrotado sempre que a pista estava molhada. Então ele pediu para que pudesse treinar todos os dias logo que começasse a chover, na Fórmula 1 ele se diferenciava de seus competidores justamente porque havia aprimorado uma habilidade que não tinha, correr na chuva.

Podem ser encontrados aspectos positivos até nas situações negativas e é possível utilizar tudo isso como experiência para o futuro, seja como piloto, seja como homem.”.

  • Superação: Durante o GP do Brasil em 1991 o brasileiro liderou boa parte da prova mas superou-se naquele dia ao terminar a corrida de forma dramática conduzindo o carro à linha de chegada somente com a sexta marcha e apenas 3 segundos antes do segundo colocado. Aquela vitória transformou o piloto em mito.

Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si.”

  • Trabalho de equipe: Em suas entrevistas Senna sempre teve humildade para reconhecer aqueles que eram suporte vital para suas conquistas. Quanto ele acrescenta e não quanto ele se destaca da equipe.

Eu sou parte de uma equipe. Então, quando venço, não sou eu apenas quem vence. Termino o trabalho de um grupo enorme de pessoas.”.

Às vésperas do início do trabalho com a seleção, em 17/05, Ayrton Senna faleceu e com o material todo pronto, Evandro se reuniu com técnico Parreira para definir o futuro do trabalho. O técnico contou a ele um episódio do ano anterior quando Senna havia dado o chute inicial em jogo da Seleção e disse a ele: “Um de nós tem que dar esta alegria para o povo brasileiro. Pelo menos um de nós vai ser tetra.”. E então ficou claro que o trabalho deveria seguir inspirado no ídolo das pistas. A equipe se fortaleceu, ficou conhecida por entrar em campo de mãos dadas, e o resultado dessa história todo mundo conhece.

Além deste case Mota contextualizou 3 das 10 pistas de ouro dos campeões, definindo este como: Campeões são pessoas comuns com PI, que se fizeram especiais.”. Nessa construção PI representa dois valores imprescindíveis aos vencedores: paixão e iniciativa.

Encontre uma causa para fortalecer a sua meta. Quanto mais pessoas você puder incluir para compartilhar a sua meta, maior a probabilidade de que ela se transforme em uma causa

Trabalhe em equipe. Conquistas coletivas geram benefícios individuais. Quando todos estão focados em um único propósito conseguem alcançar e colher o fruto, para desfrutá-lo juntos. É cada vez mais notável que o resultado de uma empresa é o resultado das pessoas que estão naquela empresa.

Gerencie o fluxo das conquistas. Pessoas comuns que desenvolvem uma mentalidade de campeão, trabalham muito, crescem em confiança e por isso tornam-se frequentemente vitoriosos. Quando você está em um processo de crescimento você sente-se bem porque está em um fluxo espiral de conquistas.

Traçando um paralelo com o universo corporativo ele ressalta que cada vez mais os profissionais são admitidos pelo conhecimento e demitidos pelo seu comportamento, justamente porque não desenvolvem as habilidades dos campeões. Para ilustrar a atitude campeã ele relembrou a história de Cafu, que por 19 vezes foi reprovado em testes e Clubes de futebol para depois se tornar bicampeão mundial e o jogador que mais vezes vestiu a camisa da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Na fala que encerrou sua apresentação Evandro Mota aconselhou: “Nunca tire conclusões precipitadas. Não dê bola para o que os outros estão pensando, e se você tem certeza de onde quer chegar, apenas mantenha o foco.”. O último slide de sua apresentação traria a frase que é lema do grupo e para ele exemplo de inspiração e motivação: “Não se enganem. Uma gotinha no oceano faz sim toda a diferença.” Zilda Arns.

Para comprovar que as pistas identificadas por Evandro estão presentes na trajetória dos campeões, subiu ao palco Sandra Pires que logo abriu sua participação com um vídeo emocionante exibindo suas principais conquistas e de pronto questionou: S.A.ndra o que uma dupla de praia tem a ver com uma empresa?

Em sua fala Sandra contou sobre a formação e o percurso percorrido até que iniciasse a carreira como jogadora profissional. Estudou numa escola Municipal que tinha uma quadra multiuso e a única atividade ofertada era o atletismo. Como era uma criança muito agitada logo se motivou a experimentar o primeiro esporte. Na escola seguinte apaixonou-se pelo vôlei e aos 17 anos passou a integrar a primeira equipe profissional, a Rioforte. Foi ali que aprendeu como dividir tarefas e a importância que cada peça teria para o resultado coletivo, o mesmo objetivo, vencer.

Também foram duas as decisões que mudariam a vida da atleta, a primeira era dedicar-se profissionalmente ao esporte abrindo mão de seguir da vaga que havia conquistado na faculdade logo quando começava a disputar seus primeiros torneios e vitórias no vôlei. Ela arriscou. A segunda era sair do vôlei de quadra para o vôlei de praia. Ou seja, deixar um esporte olímpico e partir pra praia. Em 1993 ela arriscou mais uma vez para no ano seguinte ser recompensada com uma proposta irrecusável e o início de sua trajetória como empresária. Sandra foi convidada para jogar com a Jacqueline Silva, atleta que tinha 12 anos a mais que ela e duas Olimpíadas pelo vôlei de quadra. Pouco antes ela havia se mudado para os Estados Unidos e tinha ouvido falar que para os Jogos de Atlanta a modalidade se tornaria um esporte olímpico. Mais uma vez ela arriscou, vendeu o Chevete por 3 mil dólares, desfez o relacionamento com o noivo e partiu rumo à Califórnia.

Reconhecendo a importância da sua equipe a atleta conta que o apoio que recebeu, o cuidado, o amor, a atenção e a dedicação, foram um suporte sem o qual ela não teria vencido. Durante a preparação a sua rotina era exaustiva, treinava, dormia, fazia parte física e então treinava mais.

Em sua trajetória Sandra compôs oito parcerias, duplas que ela também comparou à dinâmica de sociedades empresariais, sendo três delas em Jogos Olímpicos. Em Atlanta aprendeu várias lições de liderança com a Jacqueline e entendeu que o grande líder fornece ao liderado aquilo que ele precisa, não aquilo que ele quer. Foi a dupla que definiu que as atletas não ficariam hospedadas na Vila Olímpica e sim em uma casa reclusa e que visitariam a Arena Olímpica apenas uma vez. Treinaram em uma casa particular e haviam feito uma boa pré temporada, sabiam que tinham potencial de medalha e qualidade de jogo, mas a dupla se preocupava é com a cabeça. A decisão mais controversa e polêmica foi a determinação de que elas não iriam ao desfile, de que não fariam parte da festa e confraternização, mas que também era momento de “bagunça”. Jacqueline queria que elas estivessem focadas, mal sabiam elas que todos os sacrifícios e a disciplina eram fundamentais para o resultado que viria em seguida. A primeira medalha de ouro conquistada por mulheres brasileiras em Olimpíadas.

Com Adriana Samuel aprendeu superação. O objetivo aqui era outro, era conquistar uma medalha. A dupla não era favorita, mas estava entre as 5 melhores do mundo, então o raciocínio era buscar um dos três lugares no pódio e a medalha de bronze veio com muito esforço, dedicação e alegria.

Em seus últimos Jogos Olímpicos, em Atenas (2003), Sandra formou dupla com Ana Paula em uma lição sobre planejamento e gestão de crises. No ano anterior à competição elas foram campeãs do Circuito Mundial, logo em seguida Ana Paula teve uma lesão por estresse no punho e o planejamento foi por água abaixo. Elas terminaram sua participação olímpica em quinto lugar e com um peso enorme em suas costas e muita frustração.

Ao longo de sua carreira como atleta, Sandra Pires ainda foi reconhecida como a melhor atleta de vôlei de praia da década de 1990 e é a “maior” Rainha da Praia com três títulos na competição. Para ela o segredo é a busca constante pela excelência que é resultado do esforço do dia a dia, da disciplina e foco sempre ajustados. O desafio maior é chegar no topo e manter-se nele, todo mundo queria vencer uma campeã olímpica, o seu jogo de pontos fortes e fracos passa a ser estudado por todos os adversários em uma busca de uma estratégia para derrotá-lo, no mercado também é assim. Quanto mais você se destaca mais a sua concorrência quer derrubá-lo. Sandra encerrou sua apresentação aconselhando: “O seu sucesso só pode ser medido pela sua própria fita métrica, só você sabe quanta chuva você pegou pra chegar onde chegou.”.

O Grupo agradeceu de pé e com muitos aplausos as lições aprendidas. Exemplos de trajetórias vencedoras e bem sucedidas que agora trouxeram novas estratégias e ferramentas para inspirar novos desafios e melhores desempenhos nas carreiras, nos negócios e na vida.

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